
A medicina está passando por uma transformação profunda. Se antes o foco da cardiologia era quase exclusivamente tratar a doença instalada ou controlar números isolados em um exame de sangue, hoje a (o) cardiologista integrativa (o) propõe um olhar muito mais amplo. Esta abordagem não descarta a medicina convencional, mas a expande, buscando entender o ser humano como um sistema interconectado, onde o coração não bate sozinho, mas em sintonia com o intestino, o metabolismo e o estilo de vida.
Cardiologista Integrativa em BH

A dra. Michele Bittar é clínica médica e cardiologista, com foco em medicina ortomolecular integrativa e oferece ferramentas para quem deseja viver mais e melhor, com equilíbrio, vitalidade e prevenção. Atua em consultório particular em Belo Horizonte, oferecendo atendimento próximo, ético e individualizado.
Formada em Medicina pela UFJF há 20 anos, realizou residências médicas em clínica médica no Hospital Universitário Ciências Médicas – BH e em Cardiologia no Hospital Vera Cruz – BH. Na busca de uma prevenção efetiva, de um diagnóstico e tratamento funcional que pudesse, de fato, auxiliar os pacientes, realizou o Curso Integrativo de Medicina Ortomolecular.
Seu foco é oferecer um atendimento acolhedor, com escuta atenta e explicações claras, para que seja elaborado um diagnóstico funcional e um tratamento individualizado. O objetivo é entender o organismo como um todo, identificar as causas dos desequilíbrios e atuar na prevenção de forma personalizada.
Se você apresenta cansaço, alterações no colesterol, pressão alta ou histórico familiar de doença cardíaca, uma avaliação com cardiologista integrativa pode fazer toda a diferença.
Vamos conversar e buscar juntos o melhor caminho para sua melhor qualidade de vida.
Veja as avaliações dos pacientes sobre o atendimento da Dra Michele:



O que o cardiologista integrativo faz?
A cardiologia integrativa combina a medicina baseada em evidências com práticas complementares — como nutrição funcional, suplementação ortomolecular, controle do estresse e mudanças no estilo de vida. Ao invés de tratar apenas os sintomas, essa abordagem busca identificar e corrigir as causas profundas da doença cardiovascular. Nessa visão, o paciente é visto como um todo: suas análises laboratoriais detalhadas, hábitos alimentares, nível de inflamação, saúde intestinal, sono e equilíbrio hormonal são considerados igualmente importantes.
Os fatores de risco cardiovascular que você precisa conhecer
A doença cardiovascular, incluindo o acidente vascular cerebral, é a maior causa de morte no mundo ocidental. Os fatores de risco cardiovascular clássicos incluem hipertensão arterial, dislipidemia (alteração do colesterol), tabagismo, diabetes, sedentarismo, obesidade abdominal e histórico familiar. Mas a prevenção da doença cardiovascular vai muito além desse controle.
Assim, a cardiologia integrativa adiciona à lista outros elementos igualmente relevantes:
- Infamação crônica não infecciosa
- Estresse oxidativo
- Disfunção mitocondrial
- Disbiose intestinal
- Deficiências nutricionais (como vitamina D, magnésio, ômega-3…)
- Resistência à insulina — mesmo antes do diabetes aparecer

O coração além dos números: hipertensão e fatores de risco
A pressão alta afeta mais de 30% dos adultos brasileiros e é um dos maiores fatores de risco para infarto e AVC. Ela costuma ser silenciosa, sem sintomas claros, e por isso é chamada de “assassina silenciosa”. Na abordagem integrativa, além de reduzir o sódio, investigam-se causas como deficiência de magnésio (mineral essencial para relaxar os vasos sanguíneos), excesso de insulina, inflamação crônica, desequilíbrio do eixo renina-angiotensina e até o microbioma intestinal.

Qual é a causa da hipertensão arterial?
A hipertensão arterial tem origem multifatorial, podendo ser causada por fatores genéticos, comportamentais e ambientais.
O alvo final na hipertensão arterial é o desequilíbrio do endotélio vascular, um verdadeiro órgão, formado por uma fina camada de células que reveste internamente todos os vasos sanguíneos (entre o sangue e os tecidos), onde se destacam várias funções, como:
- Regulação do fluxo sanguíneo: produz substâncias como o óxido nítrico que causa vasodilatação, relaxando os vasos sanguíneos e facilitando o fluxo sanguíneo
- Regulação da coagulação: evita a formação desnecessária de trombos (coágulos)
- Regulação inflamatória: participa na defesa do organismo, atraindo células brancas de defesa

O estresse oxidativo causa alterações nos vasos e no coração
Vários estímulos desordenados no nosso corpo servem como disparadores de estresse oxidativo, que é um desbalanço entre os radicais livres, produzidos na mitocôndria e em inúmeras reações enzimáticas do corpo, e as defesas antioxidantes.
O estresse oxidativo é capaz de causar alterações vasculares e cardíacas, com consequente hipertensão arterial, aterosclerose (formação de placas nas artérias), falência cardíaca e arritmias.
O estresse oxidativo conjugado ao processo inflamatório crônico (não infeccioso) é comum à maioria das doenças que afligem o ser humano.
Atualmente há uma relação íntima entre estilo de vida, obesidade, síndrome metabólica e hipertensão arterial. Nosso estilo de vida é caracterizado por uma dieta rica em gorduras saturadas e carboidratos simples, rica em sódio, além de reduzida ingestão de fibras. Tudo isso é acrescido de uma baixa atividade física, como nunca foi observado na história humana.

Hipertensão arterial e disbiose intestinal
Nosso estilo de vida atual pode alterar a flora intestinal, que é encontrada em desarmonia nas doenças crônicas inflamatórias estéreis ou não infecciosas, um quadro denominado disbiose intestinal.
Institui-se, então, um duelo: a disbiose intestinal nos causa inflamação e aí ficamos doentes, ou nosso estilo de vida doente nos causa inflamação, a ponto de originar disbiose.
Assim, a disbiose intestinal pode contribuir para a hipertensão arterial.

Qual é a relação do magnésio com a hipertensão?
A deficiência de magnésio está presente em mais de 60% da população e está diretamente ligada à hipertensão. A queda do magnésio aumenta a pressão arterial, pois favorece a liberação ou formação de fatores que são vasoconstritores (contraem os vasos sanguíneos), agregantes plaquetários (formação de coágulos) e, possivelmente, pelo efeito sobre a taxa de filtração renal.
O baixo consumo de magnésio é extremamente agravado pela alta ingestão de cálcio na dieta moderna, principalmente pela popularidade dos laticínios e pela “cultura” de que quanto mais cálcio melhor para se ter “ossos fortes”.
No entanto, se o cálcio endurece o osso, é o magnésio que lhe proporciona flexibilidade, reduzindo o risco de fraturas.
O magnésio relaxa as artérias e a musculatura, enquanto o cálcio contrai as artérias e é excitante neuromuscular. Por isso, é essencial manter uma relação adequada entre os dois metais.

Homocisteína e o coração: um marcador inflamatório
A homocisteína é um aminoácido produzido naturalmente pelo organismo, mas quando está elevada no sangue, torna-se tóxica para os vasos. Ela agride diretamente o endotélio (camada interna das artérias), favorecendo:
- a formação de coágulos
- acelerando a aterosclerose ou formação de placas de gordura
Seus níveis são fortemente influenciados pelas vitaminas do complexo B — especialmente B6, B9 (ácido fólico) e B12.
Além desses nutrientes, outros fatores influenciam os níveis da homocisteína:
- Idade
- Sexo (masculino)
- Menopausa
- Gravidez
- Dieta rica em proteínas ricas em metionina
- Insuficiência renal
- Medicamentos (metotrexato, diuréticos tiazídicos, anti-convulsivantes)
- Falha genética no processo de metilação

Qual é a conexão do intestino com o coração?
Surpreendentemente, a saúde do seu coração começa no seu intestino. O eixo intestino-coração é uma via de mão dupla. Uma microbiota desequilibrada (disbiose ou desequilíbrio entre bactérias boas e ruins) pode levar ao aumento da permeabilidade intestinal, permitindo que toxinas entrem na corrente sanguínea e gerem inflamação crônica. Essa inflamação viaja pelo sangue e ataca as paredes das artérias, tornando-as mais suscetíveis ao acúmulo de placa, ou seja, a aterosclerose. Assim, cuidar do intestino é cuidar do coração!

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Disglicemia: o perigo do açúcar para o coração
A disglicemia é o termo para qualquer alteração no metabolismo da glicose — mesmo quando os exames ainda estão “normais” pelo critério convencional. A disglicemia, assim como o estresse oxidativo, pode ser um disparador e um mediador do processo inflamatório crônico. O metabolismo anormal da glicose pode ocasionar:
- Disfunção do endotélio (camada que reveste internamente os vasos sanguíneos)
- Formação de placa aterosclerótica impactando o coração (placa de gordura nos vasos sanguíneos)
- Ruptura dessas placas ateroscleróticas
- Trombose (formação de coágulo no sangue)
A glicemia de jejum elevada, antes de surgir o diabetes, se relaciona com o comprometimento aterosclerótico das artérias coronarianas.

Resistência à insulina e seu impacto no coração
A resistência à insulina pode ser definida como:
- estado em que há maior dificuldade de entrada de glicose nas células, acompanhada de maior secreção de insulina pelo pâncreas, na tentativa de elevar a captação de glicose
- dificuldade na interação da insulina com seu receptor, dificultando a entrada de glicose nas células
A resistência à insulina é hoje considerada um dos principais motores da doença cardiovascular, da inflamação e do envelhecimento acelerado. Ela aumenta triglicerídeos, reduz HDL (bom colesterol), eleva a pressão arterial e favorece o acúmulo de gordura no fígado.

Fatores capazes de produzir resistência à insulina
- Inflamação
- Estresse oxidativo
- Medicamentos
Doenças relacionadas à resistência à insulina
- Obesidade
- Leaky gut (intestino permeável) e disbiose intestinal
- Dislipidemia (elevação do colesterol)
- Doença hepática gordurosa não alcoólica ou esteatose hepática
- Síndrome do ovário policístico

Colesterol e o coração
Por décadas pensou-se que “colesterol alto = ruim”. Mas a ciência avançou muito. O colesterol total isolado é um marcador fraco de risco. O que realmente importa é a qualidade e o tamanho das partículas de LDL colesterol, a relação entre diferentes frações e marcadores muito mais específicos.
A inflamação impulsiona grande parte do processo aterogênico (formação de placas). Assim, o problema do colesterol é ter partículas oxidadas e inflamadas circulando nos vasos, já que a LDL oxidada é fator essencial e disparador da disfunção endotelial.
Então, controlar o estresse oxidativo e não o colesterol alto isolado é a meta principal.

O colesterol além do coração e suas outras funções
O colesterol é uma molécula multifuncional no corpo humano e essencial para a manutenção da vida e para a preservação da espécie humana! Ele é produzido continuamente por quase todas as células do nosso corpo, suprindo nossas necessidades independente da dieta.
Suas funções são:
- produz hormônios sexuais, como testosterona, estrogênio e progesterona
- produz hormônio DHEA (hormônio precursor da testosterona e do estrogênio)
- produz o hormônio do cortisol
- produz hormônios mineralocorticóides, fundamentais no equilíbrio hídrico do organismo
- precursor da vitamina D
- compõe membranas celulares e da bainha de mielina (camada que envolve os axônios dos neurônios); é fator estrutural nas sinapses (onde impulsos nervosos são transmitidos) e na retina
- formação de ácidos biliares que participam da absorção das vitaminas lipossolúveis
Assim, é possível imaginar que níveis tão reduzidos de colesterol terão efeito geral sobre a saúde e a sensação de bem-estar dos indivíduos.

Entendendo o colesterol: Apo B, Apo A e Lipoproteína A
- Apolipoproteína B (Apo B): é uma proteína presente em todas as partículas potencialmente causadoras de placas. Portanto, representa a soma das partículas de VLDL, LDL e Lp(a).
- Apolipoproteína A (Apo A): é a principal proteína do HDL (“colesterol bom”). Quanto mais alta, melhor a capacidade de remover gordura das artérias.
- Lipoproteína A [Lp(a)]: é uma partícula de colesterol com uma “cauda” proteica específica, que a torna altamente inflamatória e pró trombótica (facilita a formação de coágulos). É um fator de risco genético. Níveis altos podem aumentar o risco de infarto e AVC.
- Triglicerídeos: são gorduras que circulam no sangue, muito ligadas ao consumo de açúcar e carboidratos refinados. Níveis elevados indicam resistência à insulina e inflamação.

Estatinas e como minimizar seus efeitos colaterais
As estatinas são medicamentos eficazes para reduzir o LDL e o risco cardiovascular em pacientes de alto risco. No entanto, podem causar efeitos colaterais importantes, especialmente musculares (miopatia, dores, fraqueza) e também interferir no metabolismo da glicose (elevando levemente a resistência à insulina) e da energia celular.
O principal mecanismo desses efeitos é a redução da síntese de coenzima Q10 (CoQ10), uma molécula vital produzida pelo fígado, na mesma via bioquímica do colesterol — a via do mevalonato. Sem coenzima Q10 suficiente, as mitocôndrias (usinas de energia das células) funcionam mal, especialmente nos músculos.
A abordagem integrativa ortomolecular oferece estratégias concretas para quem precisa usar estatinas através de suplementos, dieta anti-inflamatória, controle do estresse, sono de qualidade e exercício físico regular.

Como avaliar o nível de risco para doença cardiovascular?
Nas últimas décadas, o número de indivíduos que, mesmo seguindo orientações de prevenção e mantendo taxas normais de colesterol, evoluem com a formação de placas de gorduras nas artérias, vem aumentando, o que deve alertar para outros fatores prejudiciais que não estão sendo avaliados. Esses fatores incluem processo inflamatório crônico e estresse oxidativo, a base para a formação da placa aterosclerótica, além da sobrecarga de elementos tóxicos no organismo, capazes de afetar o receptor da insulina, traduzida pela resistência à insulina e suas ações deletérias sobre o endotélio dos vasos.
Assim, é necessário avaliar estes outros fatores para que se tenha uma dimensão real dos riscos de se desenvolver doença cardiovascular, realizada através de uma diretriz protocolo.

Como fazer para ter um coração saudável: passos práticos
Adotar uma abordagem cardiológica integrativa não significa abandonar a medicina convencional — significa somá-la a estratégias que tratam a raiz do problema. Alguns passos iniciais:
- Realizar exames marcadores de inflamação crônica e de estresse oxidativo (Ex: Apo A, Apo B, Lp(a), homocisteína, insulina em jejum, vitamina D, fibrinogênio, PCR ultrassensível)
- Reduzir açúcar refinado e carboidratos de alto índice glicêmico — eles elevam triglicerídeos, glicemia e inflamação.
- Incluir gorduras boas na dieta: azeite de oliva extravirgem, abacate, peixes gordos (sardinha, salmão, atum).
- Praticar atividade física regularmente — exercícios aeróbicos e de força.
- Gerenciar o estresse: cortisol cronicamente elevado é inflamatório e hipertensor.
- Buscar uma (um) cardiologista integrativa (o) ou ortomolecular para personalizar sua suplementação.

Qual é o papel da (o) cardiologista integrativa (o)?
A cardiologia integrativa não é uma promessa mágica — é uma medicina mais completa, que olha para o indivíduo em sua totalidade. Ao unir exames mais precisos, suplementação baseada em evidências, alimentação funcional e mudanças no estilo de vida, é possível reduzir de forma expressiva o risco cardiovascular, melhorar a qualidade de vida e, para quem usa medicamentos como as estatinas, minimizar efeitos colaterais e potencializar os resultados. Seu coração merece mais do que um número de colesterol. Merece uma abordagem que enxergue você por completo.
Prevenção e cura está muito mais nas mãos das pessoas do que nas mãos dos médicos. O médico receita, mas é você que modifica seus hábitos negativos de vida.
Portanto, os fatos mais importantes para manutenção da saúde são detectar, por um lado, sinais de perigo e, por outro lado, perguntar frequentemente a si mesmo, usando apenas o bom senso, se o seu estilo de vida é o mais adequado para afastar as doenças.
Entre em contato e agende sua consulta, terei prazer em ajudar!

Atendo em meu consultório particular em Belo Horizonte, com escuta atenta, investigação completa e foco no bem-estar dos meus pacientes.
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